A Polícia Federal prendeu no domingo (24/3) os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de terem sido os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.
os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de terem sido os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018., que havia assumido a chefia da Polícia Civil fluminense na véspera do crime - e agora é suspeito de ter atrapalhado as investigações. A BBC News Brasil não conseguiu contato com a defesa de Barbosa.
Foi a menção a Chiquinho que teria levado o caso para o Supremo, corte onde parlamentares federais têm prerrogativa de foro . Isso aconteceu depois que, por iniciativa do então ministro da Justiça, Flávio Dino, a Polícia Federal incorporou-se às investigações.
Ao longo dos anos, o caso foi recheado de idas e vindas, incluindo uma testemunha falsa que teria sido "plantada" para tentar incriminar um chefe de milícia no Rio, remoção de um dos delegados encarregados pelo caso e surgimento de diversos nomes de alguma forma implicados na questão. Negra e lésbica, nascida e criada no Complexo da Maré, um conjunto de favelas na zona norte carioca, militava contra a violência policial, pelos direitos humanos, em defesa da comunidade LGBTQIA+, pelo aborto legal e contra a discriminação racial. Foi, por dez anos, assessora do então deputado estadual Marcelo Freixo , criador da CPI das Milícias, em 2007.Anderson Pedro Mathias Gomes tinha 39 anos e não era o motorista oficial de Marielle.
O hoje conselheiro do Tribunal de Contas sempre negou as acusações de suposto envolvimento em crimes e irregularidades. Atribuía-as a disputas políticas e à briga por votos e redutos eleitorais. Brazão já admitira, porém, já ter matado um homem. Contou o episódio por causa de bate-boca com a deputada Cidinha Campos , no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em junho de 2014. A parlamentar acusou o adversário de homicídio.
Uma delação premiada do ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho Júnior levou à prisão temporária Brazão e outros quatro conselheiros da Corte, além de um conselheiro aposentado, em março de 2017. Na Operação Quinto do Ouro da Polícia Federal, desdobramento local da Lava Jato, Lopes delatou um suposto esquema de propinas. após ser acusado por empreiteiras de pedir propina.
Também foram inocentados o delegado da PF Hélio Khristian Cunha de Almeida e o policial federal aposentado Gilberto Ribeiro da Costa, assessor de Brazão no TCE-RJ. Outros dois acusados, que já respondiam no Judiciário estadual pelos mesmos crimes denunciados na esfera federal, continuaram a ser processados.
Transferido, Lessa passou por diferentes unidades da corporação. Apesar de episódios de desvio de conduta, nunca sofreu punição e foi promovido a cabo e a terceiro sargento. Transformado em 1999 em “adido” à Polícia Civil, trabalhou em delegacias e tornou-se segurança da contravenção. Uma o condenou a cinco anos de cadeia por tráfico de armas no Aeroporto Internacional do Galeão. Outra lhe deu pena de 13 anos e seis meses de prisão, por comércio ilegal de armamento .
Os dois réus eram amigos havia muitos anos. Morador do Engenho de Dentro, bairro vizinho ao Méier, na zona norte, Élcio era amigo de infância da mulher de Ronnie Lessa. Aproximaram-se no fim da década de 80 - são compadres e se viam com frequência. O comandante da milícia teria lhe tomado uma central clandestina de TV a cabo, revoltando o ex-comparsa. Além disso, segundo trecho de inquérito da PF divulgado pelo UOL, Hélio Khristian, meses antes do crime, teria tentado uma extorsão contra Sicilliano, por supostas irregularidades em um negócio do parlamentar.
Nóbrega, que foi expulso da PM e se dizia comerciante e pecuarista, foi interrogado no inquérito sobre o caso Marielle em 2018, mas negou ter participação no crime. Denunciado na Operação Intocáveis do Ministério Público estadual, foi morto em 9 de fevereiro de 2020 em Esplanada, na Bahia, por policiais militares. Sua participação no duplo homicídio foi descartada.O caso Marielle também foi explorado política e eleitoralmente.
O então mandatário repudiava duramente qualquer envolvimento no caso, embora reconhecesse que orientara Flávio a conceder a Medalha Tiradentes, honraria da Alerj, a Adriano, em 2005, por considerá-lo então “um herói”. Lages incluiu nas apurações o Escritório do Crime. Foi ainda sob a chefia de Lages que a Polícia prendeu Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, em 12 de março de 2019.Substituiu Giniton Lages no comando da Homicídios, logo após a prisão dos dois suspeitos do crime. Lages alegou cansaço e disse que tiraria seis meses de férias, mas informalmente admitiu-se que sua saída se devia a divergências internas na Polícia Civil.
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